Espetáculo transforma memórias de infância em circo musicado

Atração imperdível para todas as idades

A proposta do espetáculo “Encantaria Brincante”, do multiartista Mafê, é um convite irresistível para que diversas faixas etárias se conectem com suas memórias da infância. Combinando acrobacias, música ao vivo, capoeira e brincadeiras típicas de rua, a montagem promete ser uma experiência rica em sentimentos e memórias compartilhadas. A ideia principal é reavivar lembranças da infância através do circo musicado, criando um ambiente onde os espectadores possam se reconhecer e revisitar momentos de sua juventude.

Datas e locais das apresentações

O espetáculo terá suas apresentações em diferentes locais de São Paulo, oferecendo acesso a um grande número de pessoas. Confira a programação:

  • Ensaio aberto: 17 de outubro, às 18h, no Complexo Cultural Funarte SP.
  • Estreia oficial: 20 de outubro, às 20h, no Centro Cultural Tendal da Lapa, parte da programação do Festival SOLOS.
  • Última apresentação: 8 de novembro, às 16h, no Centro de Memória do Circo, no Centro Cultural Olido.
  • Sessões em instituições: Apresentações para crianças e jovens de instituições, em datas específicas com adaptações inclusivas.

Mafê: o multiartista por trás do espetáculo

Mafê, que é violinista, circense e capoeirista, traz sua trajetória pessoal para o centro da cena, criando um espetáculo que reflete suas vivências. Nascido e criado no Jaraguá, em São Paulo, o artista busca articular as tradições musicais do violino e da rabeca com elementos de circo e das brincadeiras de rua que marcaram sua infância. Essa conexão íntima com sua história permite que o público vivencie uma experiência genuína e emocionante. O espetáculo se torna, assim, um reflexo não só de sua arte, mas de suas lembranças e da cultura que o formou.

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Como a música se integra ao circo

A música no “Encantaria Brincante” não só acompanha a ação no palco, mas se integra de forma orgânica à experiência cênica. As composições autorais dos músicos Awórónké Lima e Uriã de Barros são executadas ao vivo, tornando o espetáculo ainda mais dinâmico e envolvente. Esta fusão permite que os diferentes elementos artísticos dialoguem entre si – a música se transforma em parte do jogo e da narrativa, envolvente e convidativa ao público. A ausência de falas convida a uma comunicação mais visceral e direta, onde os sentimentos emergem através da combinação de sons e movimentos.



Atividades complementares e oficinas

Além das apresentações, o projeto inclui uma oficina especial denominada “Acrobacia em Movimento: Dançando a Capoeira”, que acontecerá nos dias 27, 28 e 29 de outubro, no Centro de Memória do Circo. Essa atividade permitirá que crianças e adolescentes explorem as técnicas de movimento e acrobacia que compõem a obra, aprofundando sua relação com a capoeira e o circo. A oficina promove um espaço interativo e educativo, onde todos podem aprender e experimentar na prática.

A importância da inclusão cultural

O “Encantaria Brincante” preza pela inclusão, oferecendo uma programação adaptada para diferentes públicos. Em sessões programadas, será utilizada a Libras para que surdos e deficientes auditivos possam vivenciar a performance. Além disso, audiodescrições serão disponibilizadas em apresentações acordadas, garantido o acesso a pessoas com deficiência visual. A busca pela inclusão é uma prioridade, permitindo que todos possam compartilhar dessa rica experiência cultural.

Experiências de infância no espetáculo

No âmago da obra está a ideia de rememorar as experiências de infância. “Encantaria Brincante” busca estimular o espectador a reviver os momentos de diversão, imaginação e brincadeiras que marcaram sua juventude. Por meio das acrobacias e da música, os espectadores são convidados a refletir sobre suas próprias histórias e a importância do brincar em suas vidas, criando um ambiente de nostalgia e partilha coletiva.

Emoções e referências na dramaturgia

A dramaturgia de “Encantaria Brincante” é construída através do movimento e da expressão corporal, que transmitem emoções coletivas sem necessitar de palavras. Cada acrobacia, dança e brincadeira é uma forma de contar histórias e evocar sentimentos, criando uma ligação emocional profunda entre a performance e o público. Essas referências à cultura popular e às brincadeiras de rua, tão presentes na infância de Mafê, conferem à obra uma autenticidade e riqueza cultural.

O impacto do circo na formação do público

O circo, como forma de arte, exerce um impacto significativo na formação cultural e emocional do público, especialmente nas crianças. Espetáculos como “Encantaria Brincante” promovem não só o entretenimento, mas também o aprendizado de valores como a coletividade, o respeito e a criatividade. Ao interagir com o circo, as crianças têm a oportunidade de se expressar, desenvolver habilidades sociais e resgatar tradições culturais importantes.

A história de brincadeiras de rua no Brasil

A tradição das brincadeiras de rua é rica na cultura brasileira e remete a gerações passadas. Muitas dessas brincadeiras, exploradas no cenário do espetáculo, foram fundamentais na formação da identidade cultural e social de crianças ao longo do tempo. Ao revitalizar essas memórias, “Encantaria Brincante” não apenas presta homenagem a esse legado, mas também incentiva um renascimento das interações lúdicas, algo que é vital na sociedade atual.



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